sexta-feira, 22 de maio de 2015

A propaganda cria necessidades ou apenas informa?

A propaganda enquanto mecanismo de comunicação cria necessidades ou é a expressão de necessidades já existentes?

Muitas pessoas costumam confundir estes dois pontos, porém a propaganda NÃO cria necessidades, ela apenas cria DESEJOS. 

De acordo com a famosa pirâmide de Maslow, temos cinco tipos de necessidades: fisiológicas, de segurança, sociais, auto-estima e auto-realização. E é através dessas necessidades básicas que a propaganda desperta os desejos nos consumidores, que muitas das vezes poderemos considerar supérfluos, como a necessidade de ter um celular de última geração, óculos com um design diferenciado, um carro potente ou uma roupa de grife. 

Vemos que estes desejos são despertados através da necessidade de realização destas necessidades básicas já inertes em nós; seja para satisfazer uma necessidade de segurança ou de auto-estima.

O que devemos nos atentar é, até que ponto a criatividade do homem conseguirá criar desejos nos consumidores, nos fazendo acreditar que precisamos deste ou daquele produto ou serviço para só assim atingir um ponto de auto-realização?
É aí que uma boa propaganda entra e para ser boa, precisa cumprir com seus principais objetivos, que são os de informar a existência do produto, persuadir para que o consumidor acredite que este produto é melhor que o da concorrência e manter na mente das pessoas que o produto existe.

Por: Vitor Lage

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Sociedade de Massas e seu Impacto

A sociedade de massas impacta no meio social, influenciando num estilo de vida consumista onde por ação da publicidade é despertado, além de um desejo supérfluo e desenfreado, um conformismo que faz as pessoas tomarem por normal ou necessário tudo aquilo que as mídias divulgam.

Com o avanço das tecnologias e com a dinamização da sociedade em que vivemos, torna-se difícil conseguir pertencer ou se integrar a um meio se estivermos fora daquilo que se considera importante, como carro, celular, internet e computador. Porém, não podemos deixar que essas “necessidades” se tornem algo além de nossas personalidades.

É notório nos dias de hoje, vermos pessoas que, somente para pertencer a um determinado grupo e não se sentirem excluídas, se endividam em contas achando que não tendo o smartphone top de linha, o carro do ano e as roupas da moda, a sociedade não a aceitará e se sentirá sozinha.

É preciso então termos maturidade suficiente para conseguir discernir aquilo que nos é essencial para viver integrados à sociedade e aquilo que a mídia nos impõe como necessário, para que, assim como Erich Fromm pensava, não venhamos a perder a nossa essência como seres pensantes e passemos a ser apenas uma ferramenta de compra neste universo de consumo, buscando uma pseudo-identidade. 

Por: Vítor Lage

segunda-feira, 23 de março de 2015

O Discurso Publicitário e o Consumo - Análise

Nestas próximas linhas comentarei sobre uma frase retirada do texto O Discurso Publicitário e o Consumo. 

“A exploração do desejo sexual é recorrente, no desejo de vender produtos tão diversos como refrigerantes ou automóveis.”

É possível notar o quão comum se tornaram as propagandas onde o apelo erótico é utilizado como forma de prender a atenção do espectador, pois sabemos que estas propagandas tendem a despertar o desejo implícito do grande parte dos consumidores.

Como exemplo, temos os comercias de cerveja que abusam da utilização da imagem da mulher como objeto sexual e transmitem uma mensagem, por mais subliminar que seja, de que a mulher é uma recompensa para quem adquirir tal produto.

Porém, podemos ver que algumas empresas publicitárias têm deixado esta abordagem de lado e tentado transmitir uma mensagem de igualdade, tendência explícita nos recentes intervalos comerciais do Superbowl, o horário mais caro da televisão mundial, onde grandes cervejarias substituíram propagandas de cunho sexual por comerciais exibindo laços de amizade e animais.


Entretanto, muitas marcas ainda preservam o "desejo sexual" como forma de publicidade, como vimos durante as festividades de Carnaval, quando a Skol introduziu uma campanha que dizia "Esqueci o não em casa", fazendo referência ao que as mulheres diriam sob investidas masculinas. Posteriormente, a empresa precisou retirar os anúncios por represália dos órgãos reguladores de propaganda, que entenderam a campanha como propagação de crime sexual.

Por: Vítor Lage