Nestas próximas linhas comentarei sobre uma frase retirada do texto O Discurso Publicitário e o Consumo.
“A exploração do desejo sexual é recorrente, no desejo de vender produtos tão diversos como refrigerantes ou automóveis.”
É possível notar o quão comum se tornaram as propagandas
onde o apelo erótico é utilizado como forma de prender a atenção do espectador,
pois sabemos que estas propagandas tendem a despertar o desejo implícito do
grande parte dos consumidores.
Como exemplo, temos os comercias de cerveja que abusam da
utilização da imagem da mulher como objeto sexual e transmitem uma mensagem,
por mais subliminar que seja, de que a mulher é uma recompensa para quem
adquirir tal produto.
Porém, podemos ver que algumas empresas publicitárias têm
deixado esta abordagem de lado e tentado transmitir uma mensagem de igualdade,
tendência explícita nos recentes intervalos comerciais do Superbowl, o horário
mais caro da televisão mundial, onde grandes cervejarias substituíram
propagandas de cunho sexual por comerciais exibindo laços de amizade e animais.
Entretanto, muitas marcas ainda preservam o "desejo
sexual" como forma de publicidade, como vimos durante as festividades de
Carnaval, quando a Skol introduziu uma campanha que dizia "Esqueci o não
em casa", fazendo referência ao que as mulheres diriam sob investidas
masculinas. Posteriormente, a empresa precisou retirar os anúncios por
represália dos órgãos reguladores de propaganda, que entenderam a campanha como
propagação de crime sexual.
Por: Vítor Lage